Pesquise aqui os títulos do blog

Mostrando postagens com marcador Salão do Automóvel 30 anos de história. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Salão do Automóvel 30 anos de história. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

SALÃO DO AUTOMÓVEL TRINTA ANOS DE HISTÓRIA -5ª PARTE

Prezados amigos e visitantes do blog Showroom Imagens do Passado!

     Nesta postagem, vamos falar mais uma vez sobre os antigos salões do automóvel que aconteceram no nosso país, nas décadas passadas.
     Chegamos à quinta parte deste assunto e a exposição da vez é o  Salão do Automóvel de 1964, realizado no Parque do Ibirapuera entre os dias 27 de Novembro e 13 de Dezembro daquele ano.
    Neste salão comemorou-se o lançamento do milionésimo veículo fábricado no Brasil e o início da realização bienal da feira.
    A indústria trazia melhoramentos mecânicos, como a caixa de câmbio com quatro marchas sincronizadas no Aero Willys 2600, o sistema Lubrimat, que misturava automáticamente óleo e gasolina para o motor de dois tempos do DKW-Vemag e a suspensão pneumática para os ônibus da linha FNM.
    A Brasinca apresenta o GT 4200 e a General Motors do Brasil, exibia o novo conceito de veículo utilitário, a perua Veraneio.
     Cerca de 160 expositores participaram no salão daquele ano e a estimativa foi de que mais ou menos um milhão de pessoas estiveram presentes, percorrendo os corredores e estandes da montadoras.

     Uma das grandes atrações do salão daquele ano foi o protótipo Willys Capeta, primeiro automóvel projetado e construído no Brasil. Um Gran Turismo seguindo os conceitos de estilo e distribuição de volumes dos anos 60.
    Tinha um motor derivado dos modelos de linha, porém com algumas modificações para ser um legítimo carro esporte.

      Outra grande atração do estande da Willys Overland do Brasil, foi o novo Aero Willys 2600 1965 reestilzado com sua nova traseira, parachoque redesenhado, portamalas mais amplo e com a caixa de câmbio de quatro marchas sincronizada.
     Além da nova caixa de mudanças com quatro marchas sincronizadas, a Willys Overland do Brasil, continuou fornecendo a caixa de mudança com três marchas, também sincronizadas.
     O Aero Willys 1965, também veio com novidades na sua suspensão dianteira, como  molas helicoidais  auxiliadas por amortecedores telescópicos de dupla ação.
     As outras novidades do Aero Willys 2600 1965, foram as buchas de nilon no sistema de direção para eliminar atritos, freios com tambores mais leves e aletados, pedais de comando mais baixos, aro de buzina inteiriço, trava de direção opcional, assentos mais baixos, com molas mais suaves, cores de carroceria e estofamento que podiam ser combinados de acordo com o gosto do cliente.
     A Rural Willys também recebeu algumas melhorias para a linha 1965, tais como, suspensão dianteira com molas helicoidais, caixa de mudanças melhorada, passando agora a ser sincronizada.
     A Rural com tração nas quatro rodas também foi melhorada, passando a ter uma alavanca de mudanças na coluna de direção e uma no painel para comandar ao mesmo tempo a tração dupla e a reduzida. E a pick-up com tração nas quatro rodas podia vir equipada com caixa de quatro velocidades.
     Também foram expostos neste estande três Willys Interlagos, duas Rurais, três Gordinis, duas pick-ups e dois Jipes.
     Logo atrás, do estande da Willys Overland do Brasil, estava o estande da Brasinca, que apresentou o novíssimo Brasinca 4200 GT.
     O Brasinca 4200 GT, vinha equipado com motor Chevrolet de 155 HP, com consumo de 6,5 Km/L.
     Possuía câmbio de três velocidades e opcionalmente câmbio de quatro marchas sincronizadas, diferencial Chevrolet e tração positiva.
     A suspensão dianteira era igual do Chevrolet Corvette 1962, e a traseira era equipada com molas helicoidais, quatro barras longitudinais compensadoras de torque, além de uma barra de localização transversal, tipo Panhard. Vinha equipado com freios Bendix, tambores de 11 polegadas, embreagem Borg & Beck.
     Possuía dupla alimentação por bomba mecânica e bomba elétrica auxiliar e três carburadores SU-H6, no interior bancos reclináveis e painel completo com conta-giros .


      No III Salão do Automóvel que aconteceu no ano de 1962, a Vemag teve como grande atração o Fissore, como nós explicamos na postagem sobre o salão daquele ano.
     No salão de 1964 o Fissore também estava por lá, e foi apresentado com novas cores, tais como: Branco Saint Moritz, Marfim Tanganica, Vermelho Monte Carlo e Preto Senegal.
     Uma das grandes novidades da Vemag, apresentada no Salão do Automóvel de 1964 foi o sistema Lubrimat que foi incorporado ao Belcar e ao Vemaget como item de série.

Na foto acima está um esboço do sistema Lubrimat, apresentado pela Vemag no Salão do Automóvel de 1964.
Motor equipado com o novo sistema Lubrimat exposto com pleno funcionamento no salão de 1964.
     
    O sistema Lubrimat, era um recepiente alojado ao lado do motor, com a finalidade de evitar a mistura de óleo com combustível no carro.
   Bastava encher  uma vez ou outra o tanque de óleo localizado junto ao filtro de ar e pronto.

     A outra novidade da Vemag para o Salão de 1964 foi a mudança do nome 1001, para Rio em homenagem ao quarto centenário do Rio de Janeiro.
     No Belcar e Vemaget, as novidades foram a grade redesenhada, estofamentos em napa, separadores de polietileno entre as molas, freios mais eficientes, filtro de ar tubular, comando de embreagem mais suave, maior area coberta pelos limpadores de pára-brisa, frisos  nos revestimentos internos das portas, bancos dianteiros da Vemaget Rio, individuais e reguláveis e o novo sistema Lubrimat que passou a ser item de série.
     Os nomes das cores, também faziam parte da homenagem ao quarto centenário do Rio de Janeiro, sendo elas,  Branco Arpoador, Castanho Tijuca e Azul Copacabana.
     A Vemag, apresentou no seu estande naquele ano dois Belcar-Rio, uma Vemaget-Rio, dois Fissores, um táxi, um fórmula Júnior e um motor equipado com o novo sistema Lubrimat em pleno funcionamento.




    Nestas três fotos nós temos uma bela vista do estande da Vemag naquele ano, com motivos cariocas vamos dizer assim em função do lançamento dos modelos comemorativos ao quarto centenário do Rio de Janeiro. Como nós podemos ver o piso do estande recebeu decoração em alusão as calçadas da praia de Copacabana.

     Também foi exposto no estande da Vemag no Salão do Automóvel de 1964 o protótipo GI construído  em chapa que deu origem ao molde tipo IV, originando o mais famoso dos  DKW Malzoni.
     Tinha painel de Fissore, volante esportivo, assentos de berlineta, chassi encurtado e visibilidade panorâmica.
     Este carro só ficou pronto, nos últimos dias do Salão do Automóvel de 1964, motivo pelo qual poucas pessoas o viram em exposição.
     Este carro era do próprio Rino Malzoni, que ficou com ele durante muitos anos, até que deu ele de presente de casamento para sua filha.

     No estande da General Motors do Brasil, a grande atração foi o lançamento da perua C1416, construída a partir do chassi das pick-ups já existentes na linha.
     O novo veículo da General Motors do Brasil, com quatro portas, possuía caixa de três marchas sincronizadas, estofamento de plástico e napa, cabine isolada contra frio, calor e poeira, pára-brisa panorâmico e belas linhas. Este utilitário de luxo da General Motors do Brasil, que por muitos anos não teve nenhum concorrente direto, tinha um motor de seis cilindros, 142 HP, baixa rotação. mais econômico e com troca de óleo estimada para cada 6.000 Km.
     Possuía um grande compartimento para bagagem, a tampa traseira abria totalmente para cima e acomodava facilmente seis pessoas. Além de uma perua de luxo, era também um utilitário robusto e potente,com seu diferencial de tração positiva
      Neste estande foram expostos quatro peruas, duas pick-ups, uma cabine dupla e um caminhão.
     A General Motors do Brasil, também apresentou neste salão, a camioneta Chevrolet C-1504 (pick-up), que recebeu assento com espuma, painel moderno, partida na própria chave, volante luxuoso, teto da cabine feito de material isolante e suspensão dianteira com molas espirais.  Motor com filtragem de óleo, com previsão para troca de óleo de 6.000 em 6.000 Km.
     Outra grande novidade apresentada pela General Motors do Brasil no Salão do Automóvel de 1964 foi o chassi mais longo para as pick-ups, disponibilizando assim maior capacidade de carga.



     A Mercedes-Benz, também esteve presente no Salão do Automóvel de 1964 e lançou os modelos  L-LK- LS 1111, com algumas modificações no desenho da cabine do motorista.
     A Mercedes-Benz, apresentou também, 11 caminhões com carrocerias diversas, dois chassis e um ônibus monobloco.

     No estande da Simca do Brasil, nada de modelos ao lado dos carros e sim atendentes masculinos dando atenção aos clientes, ajudados por um circuito fechado de televisão que mostrava a prova do Simca Tufão de competição heróico e bastante avariado nas ruas de Brasília, que também estava exposto no salão .
     Neste espaço estavam expostos dez carros Simca, entre eles, o  Fórmula Júnior, Simca Presidence, o modelo mais luxuoso da linha, que para aquelas pessoas que tinham motoristas particulares, disponibilizava a opção de um vidro para dividir o compartimento em duas partes e também a Simca Jangada.
     Entre as novidades da linha Simca para 1965 estavam, o novo pára-brisas dianteiros com maior área envidraçada na Simca Jangada assim como os demais veículos da linha, novo motor, e novo estofamento mais ventilado feito especialmente para ela.
    Também estava presente entre as inovações a ignição transistorizada, chave de partida na barra de direção, alças de apoio no teto, novas fechaduras, maçanetas e aro de buzina.
     O Simca Chambord, ganhou  comando duplo no carburador para render mais em altas velocidades e no modelo Rallye reduções de comando elétrico que dava ao motorista uma variação mais ampla de velocidade.


     No Salão do Automóvel de 1964, a Fábrica Nacional de Motores (FNM), lançou o FNM -2000 Turismo Internacional Brasileiro (TIMB), para 1965.
     Este carro tinha motor de  quatro cilindros, com ignição transistorizada, caixa de mudanças com cinco marchas sincronizadas,
     Atingia a velocidade máxima de 165 Km/h, com no máximo cinco pessoas dentro do carro mais a bagagem.

Em destaque nesta foto o conjunto mecânico exposto pela Fábrica Nacional de Motores.

Caminhão FNM adaptado com caçamba tombadeira exposto no estande da FNM no salão daquele ano, no lado direito ao fundo uma vista do estande da Mercedes-Benz.

      A Fábrica Nacional de Motores (FNM), também apresentou um caminhão adaptado para serviços de limpeza pública e um ônibus montado pela carrocerias Grassi, além do TIMB como nós falamos logo acima , sem contar o ex-JK , rebatizado como FNM 2000.

     No lado de fora, na saída do pavilhão de exposições estava exposto um ônibus FNM, montado sobre o chassi  D-11000 com motor Diesel, caixa de quatro marchas, encarroçado pela Grassi , mais um caminhão FNM e também alguns FNM 2000 TIMB.


     Prezados Amigos!

     As fotos do estande da Fábrica Nacional de Motores no Salão do Automóvel de 1964, vieram do blog Antigos Verde Amarelo, do amigo Guilherme Costa Gomes.
     Que é também um grande militante e pesquisador do resgate tanto de fotos antigas, como também as fotos de salões do automóvel.
     Essas mesmas imagens fazem parte do " Alfa Romeo - Archivio Storico " , na cidade de Arese, na Itália, e  possuem uma história muito interessante que foi contada no blog citado acima.

     Logo após a realização do Salão, o "Dr. Eng. Mario Savioa" enviou uma carta à Itália justamente com essas preciosas fotos, que foram descobertas quase 50 anos depois pelo Renato Cunha em uma visita ao "Archivio" e foi ele também quem enviou essas fotos para o amigo Guilherme.
    Sem sombra de dúvidas o IV Salão do Automóvel de 1964 foi um grande sucesso seja pela grande quantidade de inovações apresentadas e também pelos modelos novos ali expostos.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

SALÃO DO AUTOMÓVEL TRINTA ANOS DE HISTÓRIA - 2ª Parte

Segunda parte dos Trinta Anos de História do Salão do Automóvel e 1º Salão do Automóvel de 1960.


Prezados amigos e visitantes do blog Showroom Imagens do Passado!


    Dando continuidade a postagem da primeira parte sobre os trinta anos do Salão do Automóvel, cujo material foi enviado pelo amigo e colaborador Artur Santieiro, vamos hoje para a segunda parte desta história.


   A crise advinda da quebra da bolsa de Nova Yorque em 1929, acabou por derrubar também o preço internacional do café, provocando assim a queda na importação de veículos, pondo fim a uma série de exposições automobilisticas realizadas no Brasil, na década de 20.
   Conforme mencionado na primeira parte sobre os trinta anos de história do salão do automóvel, a primeira exposição de veículos aconteceu na cidade de São Paulo, no ano de 1923, época em que a frota nacional tinha trinta mil veículos.
   A  I Exposição de Automobilismo,que foi realizada no  Palácio das Indústrias, Parque  D. Pedro, apresentou veículos de diferentes marcas gerando interesse suficiente para ser repetida anualmente até o ano de 1927.

Uma das grande atrações de uma das Exposições de Automobilismo realizadas durante a década de vinte foi a reprodução de uma linha de montagem dos veiculos Ford em pleno evento conforme mostra a foto.

    No ano de 1927 foi realizada a maior e mais rica de todas as Exposições de Automobilismo, contando com 62 estandes.
    Automóveis, caminhões, motocicletas, combustíveis e pneus eram distribuídos pelos dois pavimentos do Palácio e arredores do prédio onde também foram expostos máquinas agrícolas e tratores.
    O  Rio de Janeiro, realizou a sua I Exposição de Automobilismo, Autopropulsão e Estradas de Rodagem em 1925, ano em que a General Motors chegou ao Brasil.
    Essa década marcou um rápido crescimento da frota de veículos, as 30 mil unidades de 1920 transformaram-se em 250 mil em 1930, uma expansão de 733% .
    Esses números já representam uma realidade diferente daquelas dos primeiros anos  do século passado quando o automóvel ainda era objeto quase estranho a sociedade.
    Em 1903 por exemplo, quando a cidade de São Paulo, tinha apenas 16 veículos licenciados, foram editadas normais legais de tráfego pela primeira vez.
    Nos lugares, onde existisse acumulação de pessoas, a velocidade deveria ser a de um homem a passo.
    Em caso algum a velocidade poderia ultrapassar os 30 Km por hora em campo raso, 20 Km por hora nos pontos habitados e 12 Km por hora nas ruas centrais.
    A década de trinta foi marcada por crises políticas internas como a Revolução Constitucionalista de 1932, a Intentona Comunista de 1935 e o Estado Novo decretado em 1937 que antecederam outro período de turbulência, resultante de um conflito internacional.
    Avassaladora, a Segunda Grande Guerra transformou o dia-a-dia de milhões de cidadãos em todo o mundo e os rumos da indústria automobilística.
    Os fabricantes, principalmente os europeus, tiveram as suas funções redefinidas passando a ser  fornecedores de material bélico.
    Países como o Brasil, totalmente dependentes da importação de petróleo sofreram diretamente as conseqüências da interrupção do fluxo normal de abastecimento.
    A gasolina foi racionada e milhares de veículos foram adaptados para o uso do gasogênio, combustível alternativo gerado pela queima do carvão.
    Só em São Paulo, na primeira metade da década de quarenta, cerca de  vinte mil veículos funcionavam com esse sistema.

A primeira foto mostra um posto de abastecimento do aparelho de gasogênio e na foto acima um outro carro com um aparelho de gasogênio instalado.

     Em plena época de Guerra é implantada a Fábrica Nacional de Motores, inicialmente voltada para a aviação e depois redirecionada para a montagem de caminhões da marca Isotta-Fraschini.
     Com o término da Segunda Grande Guerra, o Brasil voltou a importar de tudo desorientadamente, o que esgotou com rapidez as reservas nacionais em moeda forte.
     Isso obriga o governo do presidente Eurico Gaspar Dutra a impor controles seletivos das importações, com vistas no equilíbrio da balança comercial.
     A economia de divisas era, portanto, não coincidentemente, um dos principais argumentos dos defensores da implantação da indústria automobilística nacional, na virada dos anos 50.
     O esforço de substituição das importações registra uma mudança no perfil do veículos importados: em lugar dos modelos CKD: Completely Knocked Down, para montagem nas diversas empresas, começam a surgir os modelos SKD: Semi Knocked Down.
    A eles foram agregados vários ítens feitos no próprio país, como suporte de molas, cubos de rodas, tambores de freios, retentores, baterias, pneus, correias entre outros.
    Em 1951 Getúlio Vargas volta ao poder e é criada a Comissão de Desenvolvimento Indústrial e a Mercedes-Benz assume o compromisso de fabricar aqui veículos comerciais.
    Em 1952, um ato administrativo baseado em um estudo da Subcomissão de Jipes, Tratores, Caminhões e Automóveis apresenta o aviso 288 que limita a concessão de licenças para importação de peças já produzidas no país, encorajando a fabricação de maior número de componentes nacionais, é fundada a Willys Overland do Brasil.
    No ano seguinte, outro ato administrativo, o aviso 311 simplesmente veta a importação de veículos completos e montados, a Volkswagen do Brasil, começa a montar Fuscas e Kombis com componentes importados.
    Em 1954, Getúlio Vargas cria a Comissão Executiva da Indústria de Material Automobilístico, destinada a viabilzar um plano de nacionalização progressiva para os veículos que viessem a ser construídos.

1960 - 1º  Salão do Automóvel - 400.000 pessoas visitam o grande evento


    O 1º Salão do Automóvel de 1960 aconteceu em São Paulo entre os dias 26 de Novembro e 11 de Dezembro de 1960.
    Este evento aconteceu em um grande pavilhão do Parque do Ibirapuera, que cobria uma área de 20.000 metros quadrados.
    Todas as fábricas nacionais de automóveis (11) e  95 entre as fábricas de auto-peças apresentaram os seus produtos neste grande evento organizado pela Alcântara Machado Comércio e Empreendimentos.
    O 1º Salão do Automóvel de 1960 foi uma grande festa, foram sorteados entre os visitantes, cinco carros de passeio e cinco "Karts", desfiles de moda, sessões cinematográficas, palestras e convênios e concurso de desenho de carrocerias.
    Cerca de 400 mil pessoaas visitaram o evento e percorreram os estandes e corredores entre um carro e outro para ver de perto, o que era a indústria nacional desde a peça avulsa até o carro mais moderno daquela época.
    Bom meus amigos vou postar agora algumas fotos do 1° Salão do Automóvel de 1960 que foram extraídas do livro sobre os trinta anos do salão do automóvel  da Revista 4 Rodas edição de Fevereiro de 1961 e do site www.fusca.net .



Estande da Ford do Brasil no Salão do Automóvel de 1960, tendo como grande atração o caminhão Ford F-600 que ficou exposto durante todo o evento em uma rampa com inclinação de 32º.


No estande da Willys Overland do Brasil, além do Aero Willys Táxi, também foi exposto o protótipo "Saci", que foi exposto no salão para sondar o público alvo para decidir sobre a conveniência da produção em série deste modelo.


O Candango apresentado no 1º Salão do Automóvel de 1960, possuia estofamento em pano escocês e foi apelidado de "praiano", assim como o Willys Saci também era um protótipo exposto no salão para sondar a reação do público alvo e estudar a conveniência da sua produção em série.

Realmente este evento foi um grande sucesso, ao lado do estande da FNM como nós podemos ver aconteceram também alguns desfiles de moda.

O "Gurgel Jr", foi uma grande atração entre as crianças no 1º Salão do Automóvel de 1960, era confeccionado em material plástico, possuía um motor de quatro tempos, freios nas rodas traseiras,chassi tubular e suspensão dianteira com molas helicoidais.

No estande da Volkswagen do Brasil, toda a versatilidade da Kombi era mostrada.

A Scania-Vabis também levou os seus caminhões a esse grande evento.


Exposto também no estande da FNM , o carro vencedor das V Mil Milhas Brasileiras, um FNM-JK pilotado por Chico Landy e Christian Heins.
Este outro FNM-JK foi submetido a uma espécie de teste visando mostrar a impermeabilidade do motor e da carroceria, tudo isso com o auxílio de uma chuva artificial produzida  no próprio estande da montadora.

Predominãncia dos carros nacionais neste grande evento, a General Motors do Brasil apresentou a linha de Pick-ups Chevrolet Brasil e Chevrolet Amazonas.

Nesta foto nós podemos ver alguns dos cinco carros que foram sorteados entre os visitantes do 1º Salão do Automóvel de 1960, entre eles um FNM-JK, Simca Chambord, Aero Willys, DKW-Vemag e um Dauphine.


Showroom Imagens do Passado resgatando histórias
Fonte das Imagens: Livro "Salão do Automóvel 30 anos de história- acervo pessoal de Artur Santieiro, revista 4 Rodas edição de Fevereiro de 1961 - Coleção Digital e site www.fusca.net

Por favor deixe o seu comentário!
A sua opnião é muito importante para nós.

Atenciosamente: Administradores do blog Showroom Imagens do Passado.

Ao deixar o seu comentário por favor informe o seu e-mail.