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sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

1º RAID DA INTEGRAÇÃO NACIONAL - A INTEGRAÇÃO ESTÁ A CAMINHO

Prezados amigos e visitantes do Blog Showroom Imagens do Passado.

    Mais uma vez estamos aqui, para falar de uma incrível faceta da história automobilistica brasileira, pouco conhecida pelo público antigomobilista.
    O 1º Raid da Integração Nacional de 1973 foi promovido pela Ford do Brasil, EMBRATUR, DNER entre outros.
    Participaram deste Raid, um Ford Maverick, uma Ford Belina e também um Ford Corcel.
    O objetivo deste evento era unir pela primeira vez por estrada todos os estados brasileiros.
    Foi no dia 8 de Outubro de 1973 que o 1º Raid da Integração Nacional iniciou no extremo sul do país, em uma praça na cidade de Chuí no Rio Grande do Sul.
    Da cidade de Chuí, os três carros seguiram para Porto Alegre, onde os pilotos entregaram uma mensagem escrita pela diretoria da Ford do Brasil para o governador do estado, e nesta mensagem estava escrito,  " O SEU PAÍS ESTÁ SENDO INTEGRADO " .


   Em seguida foram para Santa Catarina, Paraná, São Paulo e cada governador recebeu a mesma notícia.
   Este fato se repetiu durante toda a viagem, que continuou com os três carros indo até a cidade de Goiânia.
   Do estado de Goiás foram para o Mato Grosso parando em Cuiabá, após isso ingressaram na estrada Cuiabá - Porto Velho, até Rondônia.
    E de lá prosseguiram para Rio Branco capital do estado do Acre.
    E assim o  Ford Maverick, a Ford Belina e o Ford Corcel foram os três primeiros carros a cruzar a estrada Porto Velho - Manaus.
    Mas estes três aventureiros passariam por uma grande prova de fogo, pois eles ainda viriam à conhecer o trabalho executado pelo D.N.E.R. , que estava construíndo estradas onde até pouco tempo atrás, existiam apenas rios e florestas.
    Em virtude deste desenvolvimento uma nova civilização estava nascendo as margens da rodovia.

    Foi neste trajeto, feito pela estrada Porto Velho- Manaus, que ocorreu uma das maiores experiências de toda essa equipe.
    Em Mato Grosso, Goiás, Rondônia, Acre e Amazonas os carros percorrem trechos novos de estradas recém inauguradas.
    Tinha chovido muito e havia também, muita lama no trajeto de 100 Km, que foi feito em seis horas.




    Estes três aventureiros passaram também pela rodovia Transamazônica, Santárem, Altamira  e Marabá.
    Em Altamira onde o trecho da Transamazônica, já havia  sido inaugurado, encontraram seis pistas de tráfego, com bastante trânsito.
    Assim o 1º Ride da Integração Nacional chegou em Belém, quase 10.000 quilômetros do incio no dia 8 de Outubro na cidade de Chuí/RS.
    Do estado do Pará eles prosseguiram para o Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe até chegarem a Bahia.
    Passaram também pelo Espirito Santo, Guanabara, Rio de Janeiro e Minas Gerais, após isso o 1º Raid da Integração Nacional chegou em  Brasília, no dia 31 de Outubro cumprindo a finalidade de levar uma mensagem à todos os brasileiros.

" O SEU PAÍS ESTÁ INTEGRADO "


    Durante os dias que ocorreram o 1º Raid da Integração Nacional, estavam presentes a equipe, um repórter, um cinegrafista e também um fotógrafo, que  registraram todos os momentos dessa epopéia.
    No 1° Raid da Integração Nacional, todo o roteiro funcionou como foi previsto, os carros não apresentaram problemas e os pilotos estavam muito entusiasmados com aquela aventura.



    A postagem sobre o 1º Raid da Integração Nacional de 1973 foi feita baseada em textos publicados em alguns exemplares da revista VEJA.
    Como eu falei logo no inicio da postagem esta é uma história muito pouco conhecida no meio antigomobilista, talvez por se tratar de um  " pequeno " evento que não foi muito divulgado nos meios de comunicação da época.
     O nome das pessoas envolvidas nesta história são desconhecidos, o que acaba dificultando as pesquisas sobre este assunto.
     Como nós podemos ver na fotografia acima feita no estande da Ford do Brasil, no Salão do Automóvel de 1974, o Ford Maverick Super Luxo 1973 foi exposto junto com outro Ford Maverick e uma Ford Belina da Equipe Mercantil Finasa.
     O Ford Maverick que participou do Raid,  foi cedido em comodato pela Ford do Brasil, ao Museu de Antiguidades Mecânicas da cidade de Caçapava no estado de São Paulo.
     E todos nós aqui sabemos  o final lastimável que esta entidade teve.
     Eu não tenho notícias do que veio à acontecer com o Ford Corcel e também com a Ford Belina, que foram grandes parceiros na história do 1º Raid da Integração Nacional de 1973.
     Muito provavelmente tenham se perdido no tempo assim como tantos outros carros históricos deste país.


Nesta fotografia feita quando o Museu de Antiguidades Mecânicas de Caçapava ainda estava em funcionamento podemos ver o Ford Maverick exposto entre os demais veículos do acervo.

A fotografia acima, foi feita no mês de Novembro de 2008 e aqui já era possível ver que algumas peças já haviam sido roubadas deste e de outros caros do museu.

Um mês depois o Ford Maverick encontrava-se assim totalmente canibalizado, com muitas de suas peças roubadas.

As duas fotografias mostradas acima, são recentes e foram feitas no local para onde os carros foram levados e são do acervo do amigo Marcelo Bellato.


    Recentemente um acordo entre a filha de Roberto Lee, a prefeitura de Caçapava e o orgão responsável pela cultura da cidade, definiu o destino dos carros do museu.

    Agora eles passam a ser propriedade da cidade de Caçapava.
    Eu sei que entre os carros do acervo do Museu de Antiguidades Mecânicas existem carros muito mais raros que um Ford Maverick e que merecem toda a atenção possível para voltarem a ter o brilho de outrora.
    Mas olhando o estado deste carro eu me pergunto - " O que será dele ? " .
    Ou melhor!
    O que será de todos estes carros?
    Quem vão ser as pessoas que vão restaurá-los?
    Como vai funcionar o processo de restauração?
    Será que haverá verba para que isso aconteça?

    Eu como grande apaixonado pelo Ford Maverick e também pela sua história, gostaria muito de ver este carro restaurado e sendo admirado com todo o respeito que ele merece.
    Com certeza não vai ser uma tarefa das mais fáceis, pois foram muitas as peças roubadas.
    As peças de lataria com um pouco de esforço ainda são encontradas com certa facilidade.
    Mas e os preços?
    Será que a prefeitura da cidade vai pagar o que pedem?
    E o que dizer então da parte interna?
    Onde vão encontrar os bancos originais deste modelo?
    Como eu falei logo acima, não se tem notícias do Ford Corcel e também da Ford Belina que junto com o Ford Maverick desbravaram as estradas deste país no 1 º Raid da Integração Nacional de 1973.
    Infelizmente o unico carro que se tem notícias e que se sabe o paradeiro, acabou ficando neste estado, por conta do descaso e dos ladrões de peças.
    Mas como todos nós sabemos este é o nosso país, onde as devidas atitudes são tomadas somente depois que as coisas erradas e ruins acontecem.
    Eu aposto que se fosse um museu sobre futebol, onde estivessem as chuteiras do primeiro gol do Pelé isso não teria acontecido.
    Imaginem vocês meus amigos, como seria interessante ver em um museu, os três carros expostos juntos, lado a lado, com as fotos e a exibição dos vídeos feitos durante o Raid.





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9 comentários:

Mário César Buzian disse...

Maurício,

Esse aqui é o país do futebol, mas mesmo assim roubaram a taça Jules Rimet original feita em ouro que ganhamos na Copa de 70...Na verdade essa é a maldita herança dos nossos colonizadores e que várias gerações posteriores ainda se manifesta de várias formas...
Ouvi dizer que o Maverick do raid vai ser restaurado com ajuda de vários clubes, assim como foi feito com o Galaxie que foi de JK...Tomara que sim, pois é um carro histórico e merece todo o respeito e admiração nossa.
Malditos sejam os que dilapidaram esse patrimônio histórico, e mais desgraçados aqueles calhordas que compraram essas peças desse Maverick.

Anônimo disse...

Não é possível que uma aventura histórica dessas tenha se perdido no tempo, graças a matéria da veja temos alguma coisa registrada. Mas convenhamos que o descaso e a falta de responsabilidade da Embratur, DNER(hoje DNIT) e da própria Ford pela guarda do legado são de doer de raiva e vergonha as vezes de ser brasileiro. Pouquíssimos brasileiros se interessam pela história desse país. E dessas gerações atuais não espero nada, porque tão pouco se lixando por tudo.

Anônimo disse...

Ainda dizendo, seria possível descobrir nos registros da Ford o chassis desses carros, e rastrear no Detran para localizar o possível paradeiro dos mesmos?Podem estar sendo pagos o IPVA ainda. Fiquei intrigado com a história, pois aqui tem umas belinas dessas, e tambem uns corceis em frangalhos, vai que é um desse, o resgate do original tá feito. Sonhar não custa nada. Ou custa.
de JuarezMT

Anônimo disse...

Maurício, o piloto do Maverick era o Luiz Antonio Greco, segundo pesquisas.
de juarezMT

shaolin01 disse...

Alguém tem idéia de quando será reinaugurado o museu?

marcelokt77 disse...

Infelizmente aqui no Brsil a história é tratada como lixo, ou esquecida, como se nunca existira.
O pior de tudo é ver o descaso geral, as pessoas comentam que foram roubadas peças devido a não ter "ninguém pra cuidar". Mas convenhamos, respeito acima de tudo. Se estamos em um museu, não é pra se roubar nada!!!
Ô Brasil, cada dia "melhor".
Grande registro Maurício. Mais uma vez tu foste genial e publicou informação e história em um único post.
Parabéns!

Pedro Navalha disse...

Se um dia esse Maverick for restaurado, não duvido que seja com peças que foram furtadas dele mesmo, e depois revendidas a preço de ouro...

Luis Vital Vianna disse...

Vou perguntar ao meu pai se ele se lembra desse evento. Se te interessar, ele pode contar para ti quando o primeiro Ford MAverick foi mostrado pelo Presidente da Ford na fábrica, ainda importado. Ele terá prazer em te contar estas e outras histórias dos quase 20 anos de empresa.

marcelão disse...

Boa Noite Amigos!!
Belíssima reportagem ,... realmente é uma lástima todo ocorrido ao longo dos tempos , ... mas agora acabou o abandono , e estamos trabalhando sério na recuperação de todo Museu Roberto Lee.

E fica meu convite , precisaremos do apoio de todos esses que vieram a reclamar pelo Museu , e sem a ajuda dos entusiastas , pouco susseso teremos ,

A dúvida na reportagem sobre o destino dos carros , ... fiquem tranquilos , todos serão devidamente recuperados , e com qualidade.

E se voces contribuirem , nem se for com informações , ja será uma grande ajuda !!

Forte Abraço .
Macelo Bellato
coordenador do Museu Roberto Lee