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domingo, 8 de agosto de 2010

SALÃO DO AUTOMÓVEL TRINTA ANOS DE HISTÓRIA - 1ª Parte


  

Prezados amigos e visitantes do blog Showroom Imagens do Passado!
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   Alguns dias atrás recebi do Sr. Artur Santieiro a cópia de um livro sobre os trinta anos do Salão do Automóvel, contando algumas facetas da nossa história e do princípio do automóvel aqui no Brasil.
   E à partir de hoje, nós estaremos mostrando algumas das belas imagens que fazem parte do conteúdo deste livro.

-Automóvel Club do Brasil
   
     Em 1907 foi fundado o Automóvel Club do Brasil, com a proposta de desenvolver entre os brasileiros o gosto pelo automobilismo, a importação de carros, a formação de motoristas, a abertura de estradas, etc...
    O Automóvel Club do Brasil, era presidido pelo Dr. Fernado Mendes do Jornal do Brasil, Vasco de Abreu do Jornal do Comércio,  A. J. Ferreiro entre outros.

Foto do automóvel,  do Automóvel Club do Brasil estando junto a ele o Sr. Gastão de Almeida, J. Freitas, Vasco Abreu, A. Costa, A. Barbosa, e o escritor português Carlos Malheiro Dias.

Nesta foto está o Dr. Fernando Mendes de Almeida, presidente do Automóvel Club do Brasil em companhia de alguns sócios.

    Em 1908 o Conde Pierre Lesdain chega ao topo do morro do Corcovado com um modelo Brasier de 4 cilindros e 16 CV de potência.  No mesmo ano venceu um novo desafio, o trajeto Rio - São Paulo, chegando à "Aldeia da Penha", após trinta e seis dias de viagem.
    Enquanto isso Antônio Prado Júnior em um modelo Ford, efetua a ligação São Paulo - Santos em 25 horas e meia.
    Em 1911 surge a primeira publicação especializada: a Revista de Automóveis e na primeira edição o redator Bastos Tigres reivindica uma série de medidas por parte das autoridades quanto a fiscalização do trânsito do Rio de Janeiro.
   
      A I Exposição de Automobilismo, foi realizada em 1923, trinta anos depois de Henrique Santos Dumont, irmão do inventor do avião, ter inaugurado a era de quatro rodas, conduzindo um Daimler pelas ruas de São Paulo.
      Era a década de 20 em que a Europa covalescente da Primeira Grande Guerra, não teve como impedir que os carros norte-americanos passassem a dominar o mercado desalojando suas marcas tradicionais.
      A exposição foi inaugurada na época pelo presidente do Estado de São Paulo, Washington Luís Pereira Souza, que pertencia ao grupo dos pioneiros do automobilismo e fundadores do Automóvel Clube de São Paulo, integrado por Antônio Prado Júnior, conde Sílvio Penteado, Clóvis Glicério, Pádua Sales, Luís Rodolfo Miranda, Paulo Prado entre outros.
      Após a saudação de Domício Pacheco e Silva, diretor da Associação Paulista de Estradas de Rodagem, é aberta oficialmente a exposição.
      A I Exposição de Automobilismo, foi organizada em menos de um mês, ao contrário dos anos anteriores, quando outras tentativas não obtiveram sucesso.
     O entusiasmo dos expositores e a colaboração do governo na ocasião proporcionou essa inciativa.
     O Palácio das Indústrias foi cedido gratuitamente por  Whashington Luís, e assim nem os expositores precisaram pagar pelo espaço ocupado e nem os visitantes o ingresso.       
     Essa exposição foi promovida pela Associação Paulista de Estradas de Rodagem , tendo como presidente Antônio Prado Júnior e recebeu grande apoio de um dos fundadores da entidade o jornalista Américo R. Netto.

Washington Luís, na I Exposição de Automobilismo em 1923.

Na revista  " A estrada de rodagem" , precursora das publicações automobílisticas ele escreveu :

" As vantagens, a necessidade mesmo, de um certame como esse dispensam demonstração, bastando dizer que não é exagero calcular em cerca de 30 mil automóveis no Brasil, o que dá bem uma idéia da vultuosa influência que exercem" .

   Os paulistanos acolheram a exposição com grande interesse. Em 18 de Novembro de 1923, dia previsto para o encerramento da exposição, decidiram por adiar a exposição por mais dez dias devido ao grande sucesso.
    Os estandes ocuparam todo o pavimento térreo do Palácio das Indústrias e a exposição foi dividida em três salões, conforme nós podemos ver no planfeto abaixo, mostrando os estandes e representantes de cada marca exposta.

Este foi o anúncio da primeira página do jornal O Estado de São Paulo, no dia 13 e Outubro de 1923, dia da inauguração da exposição.
     
    La foram expostos, veículos de diferentes marcas como uma Limousine Fiat, exibida por Francisco Matarazzo representante exclusivo da marca italiana, modelos Buick, Chevrolet, Alfa Romeo, Lancia, Cadillac, Ford, Lincoln, Renault, Dodge, além de diferentes versões Packard, Nash, Durant, Overland, Columbia, Paige, Hudson, Premier, Essex, Jordan, Star, Hupmobile e H.C.S.



Nesta foto expostos dois modelos Amilcar expostos na I Exposição de 1923.

Nesta foto do lado direito o estande número dois - Automóveis Durant Rugby-Star, representados por  Salles Penteado e ao fundo o estande número um - Automóveis Fiat, representados por Francisco Matarazzo & Cia.

Salão B estande número três  - Automóveis Ford e Lincoln, representados por Tobias de Barros & Cia, nesta foto trator Fordson ao lado de um Lincoln 1924.

Salão B, estandes três e quatro, automóveis Ford e Lincoln, representados por Tobias de Barros e Cia e ao fundo estande da Studebacker, representado pela Studebacker do Brasil.

Salão C estande número dois - Byington & Cia, representantes dos Automóveis Cadillac, Buick e Chevrolet - estande número 3 - Ernesto Gattai & Cia, representante dos Automóveis Alfa -Romeo, bem ao fundo da foto no lado direito .
Ao fundo bem ao centro do corredor estande número quatro - Sociedade Industrial e de Automóveis "Bom Retiro" - representante dos automóveis Hudson e Essex.


    A evolução do automobilismo no Brasil, na década de vinte estava na dependência da abertura de estradas.
    Estas começaram a ser construídas com energia e prazo curto pelo então presidente do Estado de São Paulo Washington Luís - " Governar é abrir estradas"  dizia ele .
     

    - A  chegada de novos carros

     Até o final da  Primeira Guerra Mundial, a importação de carros americanos era excassa e a presença de automóveis europeus, tais como : Itala, Mercedes, SPA, Fiat, Renault e etc, eram  predominantes, somente a Ford vinha desde 1910 abrindo brechas no mercado.
      Mas ao término do conflito a fábricas norte-americanos começaram a produção com imediato reflexo no mercado brasileiro.
      Em 1920, o presidente Epitácio Pessoa, autorizou a Ford M|otor a funcionar no Brasil, iniciando modestamente as suas atividades com uma linha de montagem na rua Florêncio de Abreu  em São Paulo, passando logo depois para um ex-ringue de patinação na praça da República.
      Dois anos antes da primeira exposição inaugura  a sua nova fábrica na rua Solon e assim a Ford domina as vendas seguida da Chevrolet.
      O êxito da I Exposição de Automobilismo, leva a Associação Paulista de Estradas de Rodagem a programar anualmente, novas exposições  cada vez mais interessantes.

Em 1924, a Ford mostrou uma linha de montagem do Ford Bigode ao vivo na exposição, sendo montados na frente dos visitantes.

   Em 1925 a General Motors Brasileira S.A. inici a sua produção em um edifício no bairro do Ipiranga, em São Paulo,  montando 25 veículos por dia.  Nesse mesmo ano a Ford bate o recorde por ela jamais igualado: 24.500 carros vendidos em 12 meses.
   Em 1927, a GM chega a montar 180 chevrolets por dia, em dois anos produzira 25 mil veículos .

Na primeira foto logo acima a fachada da General Motors of Brazil, e na segunda foto a comemoração do 25.000 º Chevrolet brasileiro.

       Essa luta entre Ford e Chevrolet pela conquista do mercado estimula as exposições de automóveis.
       São magnifícos salões de luxo com estandes monumentais, ao quais  não faltam colunas gregas e fontes luminosas.

Modelos 1926 Hispano Suiza, expostos no Palácio das Indústrias.


     Foram cinco as exposições realizadas nesse período, sendo que a ultima e maior de todas elas foi a ocorreu entre os dias 16 de Dezembro de 1927 e 1º/01/1928.
    Contando com 62 estandes, emglobando automóveis, caminhões, tratores, motocicletas, bicicletas, máquinas rodoviárias, e uma enorme variedade de acessórios.
    Essa exposição encerrou um ciclo de exposição da década de 20, pois em 1929 não houve a possibilidade de realizar outra exposição, devido a grande crise financeira e, mais tarde a revolução de 1930 no Brasil.
    Infelizmente o fim dessas grande exposições aconteceram também juntamente com a queda do homens que deram o maior incentivo ao automóvel e as estradas: Washington Luís, Júlio Prestes e Antônio Prado Júnior .
    Somente trinta anos depois as exposições renasceriam com o nome de Salão do Automóvel.
    





Showroom Imagens do Passado resgatando histórias
Fonte das Imagens: Livro Salão do Automóvel Trinta Anos de História
- acervo pessoal de Artur Santieiro , revista 4 Rodas/ Dezembro de 1966 - Acervo da Coleção Digital.

Texto baseado em informações extraídas do livro Salão do Automóvel Trinta Anos de História e revista 4 Rodas/ Dezembro de 1966 - Acervo da Coleção Digital.
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