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terça-feira, 10 de agosto de 2010

SALÃO DO AUTOMÓVEL TRINTA ANOS DE HISTÓRIA - 2ª Parte

Segunda parte dos Trinta Anos de História do Salão do Automóvel e 1º Salão do Automóvel de 1960.


Prezados amigos e visitantes do blog Showroom Imagens do Passado!


    Dando continuidade a postagem da primeira parte sobre os trinta anos do Salão do Automóvel, cujo material foi enviado pelo amigo e colaborador Artur Santieiro, vamos hoje para a segunda parte desta história.


   A crise advinda da quebra da bolsa de Nova Yorque em 1929, acabou por derrubar também o preço internacional do café, provocando assim a queda na importação de veículos, pondo fim a uma série de exposições automobilisticas realizadas no Brasil, na década de 20.
   Conforme mencionado na primeira parte sobre os trinta anos de história do salão do automóvel, a primeira exposição de veículos aconteceu na cidade de São Paulo, no ano de 1923, época em que a frota nacional tinha trinta mil veículos.
   A  I Exposição de Automobilismo,que foi realizada no  Palácio das Indústrias, Parque  D. Pedro, apresentou veículos de diferentes marcas gerando interesse suficiente para ser repetida anualmente até o ano de 1927.

Uma das grande atrações de uma das Exposições de Automobilismo realizadas durante a década de vinte foi a reprodução de uma linha de montagem dos veiculos Ford em pleno evento conforme mostra a foto.

    No ano de 1927 foi realizada a maior e mais rica de todas as Exposições de Automobilismo, contando com 62 estandes.
    Automóveis, caminhões, motocicletas, combustíveis e pneus eram distribuídos pelos dois pavimentos do Palácio e arredores do prédio onde também foram expostos máquinas agrícolas e tratores.
    O  Rio de Janeiro, realizou a sua I Exposição de Automobilismo, Autopropulsão e Estradas de Rodagem em 1925, ano em que a General Motors chegou ao Brasil.
    Essa década marcou um rápido crescimento da frota de veículos, as 30 mil unidades de 1920 transformaram-se em 250 mil em 1930, uma expansão de 733% .
    Esses números já representam uma realidade diferente daquelas dos primeiros anos  do século passado quando o automóvel ainda era objeto quase estranho a sociedade.
    Em 1903 por exemplo, quando a cidade de São Paulo, tinha apenas 16 veículos licenciados, foram editadas normais legais de tráfego pela primeira vez.
    Nos lugares, onde existisse acumulação de pessoas, a velocidade deveria ser a de um homem a passo.
    Em caso algum a velocidade poderia ultrapassar os 30 Km por hora em campo raso, 20 Km por hora nos pontos habitados e 12 Km por hora nas ruas centrais.
    A década de trinta foi marcada por crises políticas internas como a Revolução Constitucionalista de 1932, a Intentona Comunista de 1935 e o Estado Novo decretado em 1937 que antecederam outro período de turbulência, resultante de um conflito internacional.
    Avassaladora, a Segunda Grande Guerra transformou o dia-a-dia de milhões de cidadãos em todo o mundo e os rumos da indústria automobilística.
    Os fabricantes, principalmente os europeus, tiveram as suas funções redefinidas passando a ser  fornecedores de material bélico.
    Países como o Brasil, totalmente dependentes da importação de petróleo sofreram diretamente as conseqüências da interrupção do fluxo normal de abastecimento.
    A gasolina foi racionada e milhares de veículos foram adaptados para o uso do gasogênio, combustível alternativo gerado pela queima do carvão.
    Só em São Paulo, na primeira metade da década de quarenta, cerca de  vinte mil veículos funcionavam com esse sistema.

A primeira foto mostra um posto de abastecimento do aparelho de gasogênio e na foto acima um outro carro com um aparelho de gasogênio instalado.

     Em plena época de Guerra é implantada a Fábrica Nacional de Motores, inicialmente voltada para a aviação e depois redirecionada para a montagem de caminhões da marca Isotta-Fraschini.
     Com o término da Segunda Grande Guerra, o Brasil voltou a importar de tudo desorientadamente, o que esgotou com rapidez as reservas nacionais em moeda forte.
     Isso obriga o governo do presidente Eurico Gaspar Dutra a impor controles seletivos das importações, com vistas no equilíbrio da balança comercial.
     A economia de divisas era, portanto, não coincidentemente, um dos principais argumentos dos defensores da implantação da indústria automobilística nacional, na virada dos anos 50.
     O esforço de substituição das importações registra uma mudança no perfil do veículos importados: em lugar dos modelos CKD: Completely Knocked Down, para montagem nas diversas empresas, começam a surgir os modelos SKD: Semi Knocked Down.
    A eles foram agregados vários ítens feitos no próprio país, como suporte de molas, cubos de rodas, tambores de freios, retentores, baterias, pneus, correias entre outros.
    Em 1951 Getúlio Vargas volta ao poder e é criada a Comissão de Desenvolvimento Indústrial e a Mercedes-Benz assume o compromisso de fabricar aqui veículos comerciais.
    Em 1952, um ato administrativo baseado em um estudo da Subcomissão de Jipes, Tratores, Caminhões e Automóveis apresenta o aviso 288 que limita a concessão de licenças para importação de peças já produzidas no país, encorajando a fabricação de maior número de componentes nacionais, é fundada a Willys Overland do Brasil.
    No ano seguinte, outro ato administrativo, o aviso 311 simplesmente veta a importação de veículos completos e montados, a Volkswagen do Brasil, começa a montar Fuscas e Kombis com componentes importados.
    Em 1954, Getúlio Vargas cria a Comissão Executiva da Indústria de Material Automobilístico, destinada a viabilzar um plano de nacionalização progressiva para os veículos que viessem a ser construídos.

1960 - 1º  Salão do Automóvel - 400.000 pessoas visitam o grande evento


    O 1º Salão do Automóvel de 1960 aconteceu em São Paulo entre os dias 26 de Novembro e 11 de Dezembro de 1960.
    Este evento aconteceu em um grande pavilhão do Parque do Ibirapuera, que cobria uma área de 20.000 metros quadrados.
    Todas as fábricas nacionais de automóveis (11) e  95 entre as fábricas de auto-peças apresentaram os seus produtos neste grande evento organizado pela Alcântara Machado Comércio e Empreendimentos.
    O 1º Salão do Automóvel de 1960 foi uma grande festa, foram sorteados entre os visitantes, cinco carros de passeio e cinco "Karts", desfiles de moda, sessões cinematográficas, palestras e convênios e concurso de desenho de carrocerias.
    Cerca de 400 mil pessoaas visitaram o evento e percorreram os estandes e corredores entre um carro e outro para ver de perto, o que era a indústria nacional desde a peça avulsa até o carro mais moderno daquela época.
    Bom meus amigos vou postar agora algumas fotos do 1° Salão do Automóvel de 1960 que foram extraídas do livro sobre os trinta anos do salão do automóvel  da Revista 4 Rodas edição de Fevereiro de 1961 e do site www.fusca.net .



Estande da Ford do Brasil no Salão do Automóvel de 1960, tendo como grande atração o caminhão Ford F-600 que ficou exposto durante todo o evento em uma rampa com inclinação de 32º.


No estande da Willys Overland do Brasil, além do Aero Willys Táxi, também foi exposto o protótipo "Saci", que foi exposto no salão para sondar o público alvo para decidir sobre a conveniência da produção em série deste modelo.


O Candango apresentado no 1º Salão do Automóvel de 1960, possuia estofamento em pano escocês e foi apelidado de "praiano", assim como o Willys Saci também era um protótipo exposto no salão para sondar a reação do público alvo e estudar a conveniência da sua produção em série.

Realmente este evento foi um grande sucesso, ao lado do estande da FNM como nós podemos ver aconteceram também alguns desfiles de moda.

O "Gurgel Jr", foi uma grande atração entre as crianças no 1º Salão do Automóvel de 1960, era confeccionado em material plástico, possuía um motor de quatro tempos, freios nas rodas traseiras,chassi tubular e suspensão dianteira com molas helicoidais.

No estande da Volkswagen do Brasil, toda a versatilidade da Kombi era mostrada.

A Scania-Vabis também levou os seus caminhões a esse grande evento.


Exposto também no estande da FNM , o carro vencedor das V Mil Milhas Brasileiras, um FNM-JK pilotado por Chico Landy e Christian Heins.
Este outro FNM-JK foi submetido a uma espécie de teste visando mostrar a impermeabilidade do motor e da carroceria, tudo isso com o auxílio de uma chuva artificial produzida  no próprio estande da montadora.

Predominãncia dos carros nacionais neste grande evento, a General Motors do Brasil apresentou a linha de Pick-ups Chevrolet Brasil e Chevrolet Amazonas.

Nesta foto nós podemos ver alguns dos cinco carros que foram sorteados entre os visitantes do 1º Salão do Automóvel de 1960, entre eles um FNM-JK, Simca Chambord, Aero Willys, DKW-Vemag e um Dauphine.


Showroom Imagens do Passado resgatando histórias
Fonte das Imagens: Livro "Salão do Automóvel 30 anos de história- acervo pessoal de Artur Santieiro, revista 4 Rodas edição de Fevereiro de 1961 - Coleção Digital e site www.fusca.net

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