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sábado, 15 de janeiro de 2011

EVERALDO E SEU DODGE DART

Prezados amigos e visitantes do blog Showroom Imagens do Passado


     Nós sabemos que duas das grandes paixões do brasileiro são o futebol e o automóvel.
     Tanto o futebol como o automóvel trouxeram para o povo brasileiro grandes ídolos, seja entre as quatro linhas ou nas pistas.
     Nesta postagem, quero falar sobre um desses grandes ídolos que este país já teve, e que infelizmente assim como outros vieram à falecer precocemente.
     Everaldo Marques da Silva, ingressou no Grêmio, em 1957 passando pelas categorias infanto-juvenil e juvenil.
    Em 1964 foi emprestado ao Juventude de Caxias do Sul e retornou ao Grêmio um ano depois.
    Em 1967, foi convocado pela primeira vez para defender a seleção brasileira onde conquistou a Copa Rio Branco no Uruguai assegurando vaga no selecionado que, em 1969, participaria das Eliminatórias culminando com o tricampeonato no México em 1970.
    Ao retornar do México, com o troféu do tricampeonato mundial, em sua bagagem, Everaldo deparou-se com a empolgação da torcida gaúcha com o êxito obtido pelo jogador que representou o estado na vitoriosa campanha do Tricampeonato mundial.
    O povo saiu às ruas da cidade para comemorar como se fosse um verdadeiro título alcançado pelo tanto pelo próprio Grêmio, como para o esporte gaúcho. Na época, o fato foi considerado uma das maiores demonstrações de carinho já dispensadas a uma personalidade do Estado.
    No dia 30 de junho de 1970, seis dias após seu retorno do México, o Conselho Deliberativo do Grêmio, em uma sessão solene, perpetuou oficialmente a figura de Everaldo na história do Clube dedicando ao atleta a famosa estrela dourada na bandeira.
    Na ocasião, o jogador recebeu também o título de Atleta Laureado além de duas cadeiras quitadas no Estádio Olímpico.
    Com a camisa do Grêmio, conquistou o heptacampeonato gaúcho em 1968. Além de todos os prêmios conquistados, foi agraciado em 1972, com o troféu Belfort Duarte, concedido aos jogadores de defesa leais.
    No dia 27 de outubro de 1974, aos 30 anos de idade, ao retornar de uma viagem ao interior do Rio Grande do Sul,  Everaldo Marques da Silva acabou falecendo em um acidente automobilístico perto da localidade de Santa Cruz do Sul.
     Na época do acidente Everaldo vinha se dedicando também a carreira política pois pretendia encerrar oficialmente a sua carreira como jogador de futebol no dia 15 de Novembro de 1974.
     Em seu canhoto eleitoral estava escrito o seu lema " Serei um defensor do esporte amadore ", por ironia apresentava também uma série de telefones úteis como o telefone do hospital de pronto socorro de Porto Alegre.  O acidente ocorreu, no KM 43 da BR-290 ( Porto Alegre - Uruguaiana ).
     Trafegando por uma reta a mais ou menos 100 km/h. Everaldo deparou-se com um caminhão Mercedes-Benz, transportando 20 toneladas de arroz.
      Este caminhão que estava estacionado em um posto de combústiveis, aguardava a sua vez de voltar a pista.
     Como estava completamente carregado demorou para pegar a via e foi nesse momento que Everaldo acabou colidindo o seu Dodge Dart amarelo contra a traseira do caminhão.
     Após receber uma homenagem prestada por jogadores, torcedores e dirigentes Everaldo e sua esposa foram sepultados no Cemitério Ecumênico João XXIII, a 300 metros do estádio Olímpico .



Everaldo junto com sua filha mais velha, ao lado de um Dodge Dart de Luxo 1971.

Foto do local do acidente mostrando como ficou o Dodge Dart amarelo de Everaldo.

Capa do Jornal Zero Hora de Porto Alegre, noticiando o falecimento do jogador e sua esposa.



Showroom Imagens do Passado resgatando histórias

Fonte das Imagens:
Acervo Digital da Revista Veja edição 322, Site www.museudodge.com  e Jornal Zero Hora.

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3 comentários:

Giovani "Caju" Pereira disse...

Parabéns pela ótima postagem Maurício!!!
Além de ser fiel ao Grêmio diferentemente de outro jogador.
Everaldo também era fiel a marca Dodge!

Abração...

filipeopala69 disse...

hahahaha....que bom que ele era gremista, pena que era dodgeiro...hahahaha...brincadeira "Giovani"...abraço

Unknown disse...

Bela reportagem e oportuna para um país sem muita memória.
Parabéns.