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quinta-feira, 19 de junho de 2014

UM POUCO DE HISTÓRIA

Prezados Amigos e Visitantes do Blog Showroom Imagens do Passado!
 
 
    Muito provavelmente o texto logo à seguir, para a grande maioria dos apaixonados pelos veículos produzidos pela Chrysler do Brasil, seja chover no molhado.
    Porém como o intuito da nossa equipe é passar o conhecimento para as pessoas mais leigas no assunto, precisamos antes da próxima postagem voltar um pouco no tempo e relembrar alguns fatos.
 
    Dez de Setembro de 1969, neste dia era lançado oficialmente o Dodge Dart, no Hotel da Orla, na cidade do Guarujá, litoral sul de São Paulo.
    Oferecido inicialmente na versão Sedãn, o Dodge Dart tinha duas opções de acabamento, standard e outra que passava a ser mais luxuosa equipando o mesmo carro com uma série de itens opcionais de acabamento deixando o modelo base mais atraente.
    O Dodge Dart, veio equipado com um motor V8 de 5.212 cc e 198 CV, que levava a carroceria de 1500 kg a uma velocidade de 175 km/h, atingindo assim o título de carro brasileiro mais veloz.
    Título este que pertencia até então ao Chevrolet Opala com motor de seis cilindros que chegava até os 170 km/h.
 
Chevrolet Opala, o mais veloz até a chegada do Dodge Dart.
 
    Com a chegada do Dodge Dart, a Chrysler deixou de produzir a linha Esplanada e oferecia o seu novo produto ao preço sugerido de (NCr$ 23.950,00 cruzeiros novos), o que acabou agradando e muito os compradores.
    Logo após alguns testes realizados pelas revistas especializadas da época, o Dodge Dart foi eleito O CARRO DO ANO pela revista Auto Esporte.
    O ano de 1970 foi muito importante, pois acabou consolidando a imagem do novo carro no mercado brasileiro.
    Em meados deste mesmo ano corriam boatos sobre o lançamento da versão de duas portas do Dodge Dart, que acabou sendo lançado como modelo 1971.
 


     A produção do modelo de duas portas, segundo Joseph O'Neill, então presidente da empresa, tinha como objetivo chamar a atenção dos compradores de carros importados na época.
    Apesar de ser mecanicamente idêntico ao modelo sedãn, O Dodge Dart cupê possuía um desempenho ligeiramente melhor.
     Com o lançamento da carroceria de duas portas, surgiram também os modelos Charger e Charger R/T.
    Estes eram diferenciados pelo teto revestido em vinil, o prolongamento da chamada coluna " C ", a grade dianteira, que cobria o conjunto óptico traseiro, além da larga faixa preta nas extremidades das laterais traseiras no modelo R/T, além das rodas Magnum e alguns itens de acabamento interno.
     E assim esses dois modelos acabaram aliando requinte e esportividade ao mesmo tempo.
 
 


 

     Dodge Charger R/T 1971, a primeira versão de um dos carros mais cobiçados da Chrysler do Brasil.

    As modificações incorporadas que deram essa personalidade ímpar ao Charger e Charger R/T, foram obra da engenharia e do departamento de estilo da Chrysler do Brasil, chefiada por Celso Lamas.
    Logo após o seu lançamento em 1971, o Dodge Charger R/T se tornaria um dos carros mais cobiçados e também um dos maiores ícones da indústria automobilística brasileira.
    Este modelo possuía o mesmo motor do Dodge Dart, porém com 215 HP obtidos pelo aumento da taxa de compressão de 7,5:1 para 8,4:1, além da caixa de quatro marchas instalada no assoalho.
    Atingindo os 190 Km/h, passou a ser considerado então o carro de série mais rápido do país.
    Além disso ficou imortalizado nas telas do cinema no filme, Roberto Carlos a 300 km/h.

Linha Dodge para 1972, " Dodge o resto é passado ".

    A campanha publicitária da linha Dodge para 1972, ficou a cargo da Agência Denison de propaganda, de São Paulo.
     Nas instalações de um clube de golfe no Arujá (SP), foi recriado um ambiente europeu do final do século XIX, a fim de mostrar " como os seus amigos se sentiriam quando vissem você em um Dodge 72" .
     Para este ano a Chrysler do Brasil incorporou algumas modificações na linha Dart/Charger, entre elas uma nova pintura na grade dianteira do Dart, que agora tinha os piscas dianteiros na cor âmbar, um novo conjunto óptico traseiro, com as sinaleiras divididas em três seções com a luz de ré ao centro, além de um novo friso com fundo preto e a inscrição DODGE em metálico ao centro instalado na tampa do porta malas ligando as duas sinaleiras.
     Nos modelos Dart cupê e sedãn, a inscrição Dodge antes fixada no centro do capo dianteiro, passava agora de forma reduzida para a extremidade esquerda do mesmo.
     Nas laterais, foram pintados dois novos finos filetes nas cores branca ou preto, dependendo da cor da carroceria.
     Entre os opcionais disponíveis para o modelo cupê e sedãn estava, freio a disco, pintura metálica, pneus faixa branca e transmissão automática.
      Para o sedãn continuavam disponíveis, a direção hidráulica e teto de vinil.
 

Dodge Charger para 1972, o cupê intermediário entre o Dart e o Charger R/T.
 

     A grade dianteira dos modelos Charger e Charger R/T sofreram uma leve modificação com a adoção de um rebaixo no centro da mesma para a instalação do emblema " Charger " .
     O Dodge Charger tinha como características os mesmo filetes laterais do modelo cupê e sedãn e também as mesmas calotas.
     Os assentos do bancos dianteiros eram separados e a pedido podiam ser reclináveis.
     Ainda assim o Dodge Charger poderia vir equipado opcionalmente com os mesmos itens de série do Charger R/T, como as rodas Magnum 500, a transmissão de quatro velocidades, com console e tacômetro, o teto de vinil que já era de linha e também um novo item de segurança que eram as travas do capô dianteiro.
     Os modelos da linha Dart/Charger para este ano podiam ser adquiridos nas cores preto formal, branco polar, vermelho xavante, azul abaeté, ouro espanhol, verde fronteira, cinza fênix, verde minuano, marrom castanho, vermelho burgundy, azul náutico, verde igarapé (todas metálicas) além de amarelo boreal e vermelho etrusco.
      O painel de instrumentos também passou por algumas modificações.
     Os mostradores passaram a ter fundo branco com a numeração em preto, nos modelos sedãn, Charger e Charger R/T o painel tinha decoração em madeira que imitava jacarandá , porém no modelo cupê de luxo este continuou prateado.

 
      Já o Charger R/T para este ano ganhou novas faixas laterais, sobre o capô dianteiro estavam dois grandes retângulos pintados em preto fosco, contornados também por mais um filete, além das travas de segurança
 

 
     Sem sombra de dúvidas os modelos da linha Dart/Charger produzidos para aquele ano, fizeram um grande sucesso.
     É incrível, como o departamento de estilo e  marketing da empresa conseguiu fixar esta imagem entre os brasileiros, criando as mais variadas versões em cima de um mesmo carro.
     Porém, ainda na década de setenta a imagem desses carros seria denegrida em virtude da crise do petróleo, fazendo com que esses carros perdessem valor de mercado rapidamente e também o seu espaço para carros menores, mais modernos e econômicos, sendo negociados por verdadeiras bagatelas.
     Inúmeros são os depoimentos de pessoas que viveram essa época e tiveram a oportunidade de acompanhar a trajetória desses carros.
    Em virtude destes fatos, muitos destes carros acabaram indo parar prematuramente nos desmanches de carros e de pessoas menos favorecidas financeiramente.
     Era comum, uma turma de amigos, juntar alguns trocados e comprar um desses carros para se divertirem nos finais de semana, abastecendo os mesmos com misturas de gasolina, querosene e diesel.
     Muitos também foram utilizados em alguns filmes nacionais das décadas de setenta e oitenta, sendo literalmente trucidados durante as gravações.
     Era comum ver esses carros transformados em pick-up, ou receberem um motor diesel no lugar do original.
     Sem contar uma pratica comum naquela época, chamada demolicar ou shock car onde muitos Dodges foram utilizados até serem destruídos praticamente por completo.






       Época de trevas para os Dodges nacionais e também para os demais veículos considerados beberrões  para aquela época.
 
    Hoje passados mais de trinta anos do final da produção destes carros, podemos considerar todos os exemplares, verdadeiros remanescentes de uma época de ouro da indústria automobilística brasileira.
    A cultura antigomobilista tem evoluído muito e inúmeros carros vem sendo restaurados por seus proprietários.
 
    Bom pessoal!
 
    Como mencionei logo acima, esta postagem, foi uma breve introdução para que possamos contar nas próximas postagens como foi uma das maiores " investigações " que esse blog já fez.
    Uma história como poucas, cheia de interrogações e que teve um grande final.
 
Por favor, continuem acompanhando as nossas próximas postagens!
 
 
 
Showroom Imagens do Passado resgatando histórias
 
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3 comentários:

Anônimo disse...

Lastimável como esses carros foram denegridos ainda na década de 70. Nos anos 80, foram mais ainda. Infelizmente muitos se perderam com o passar das décadas, passando na linha do imponderável machado... Hoje cobiçados e vendidos por uma fortuna. Já eu, louco por um cupê 71, verde fronteira. Quantos não se foram nesse tempo todo?? Trocados por móveis eletrodomésticos e fuscas, com volta. Isso em até meiados de 2003 ou 2004. Lamentável. Boa matéria.


Tiago - BH

Daniel Pardo disse...

A gasolina aqui no Brasil, poderia ser barata como nos Estados Unidos, de onde esses "Dojões" tiveram origem, pois realmente a crise do petróleo nas décadas de 70 e 80 foi cruel com esses carros devido eles terem um consumo excessivamente alto, hoje então... com a gasolina a "3 conto o litro" fica praticamente impossível rodar no dia a dia com os poucos sobreviventes que não foram trucidados, somente para encontros de antigos mesmo.

Cristiano Cerqueira disse...

Estou tentando salvar um R/T 78. Salvem as baleias!!
Parabéns pela reportagem!
Abraço
Cristiano - BH